O que sou eu senão a angústia
Interminável, a busca sem fim
De um pouco de paz
Do sossego dos homens de bem
A dor incontrolável, dilacera
A cada momento mais insuportável
Já não sei o que fazer
Já pedi por piedade
Invejo a vida que não vivi
O luar que já não me comove
Odeio o amanhecer tortuoso
O dia levado a cabo
A minha memória
Perdida, confusa, errante
A minha história esquecida
O meu passado massacra.