Falso brilhante

Março 23, 2006

A espantosa ode a São Francisco de Assis

Arquivado em: Poesia — Nino @ 11:43 pm

1
Meu são Francisco de Assis, Francisco de Assim, poverello, ou como te chame a sabedoria dos povos e dos homens
Este é Vinicius de Moraes, de quem se podia dizer – o poeta – se jamais alguém o pudesse ser depois de ti.

2
Este é o impuro, o inconstante, o trágico, o leproso e possivelmente o morto
Que vem a ti o fiel, o calmo, o humano, o constante.

3
Este é o que sacrifica a vida pelo prazer da hora, e se desgraça
Que vem a ti que sacrificaste a vida pela eternidade e pela graça.

4
Este é o homem da mulher, o homem da carne, o homem da terra
E que te ama santo da Mulher, santo da Carne, santo da Terra.

5
Este é o que peca e não se arrepende, o supliciador e o criador do espasmo
E que te exalta irmão humilde e louco, confidente, e inventor do êxtase.

6
Este é o mágico do desespero, o inquisidor e o sedutor, o poeta triste
Que te proclama o rei, entre todos, amante sem mácula.

7
Meu são Francisco de Assis! acolhe teu amigo e teu criado
Que partiu para sempre e se perdeu, e nunca mais foi encontrado.

8
Tenho um mistério a te dizer, mas quem sabe não o ouvirias
Vendo-me criança – se é que eu fui criança um dia!

9
Ó dá-me teu sorriso, são Francisco, e me purifica
E liberta-me da vã palavra de sonho que me impurifica!

10
Eis que converti meu demônio a mim e meu anjo a mim
E me sinto demais em mim mesmo e quisera me despedaçar em ti.

11
Porque me sinto covarde de não poder dormir e precisar fechar a porta
Ao vento frio ou ao chamado sombrio da pureza morta.

12
És tu um dom da minha miséria e serias o mesmo
Se eu fosse como tu mesmo? – e te proclamaria?

13
E [...] porque amo a miséria em mim que me deposita em ti
Porque não fosse eu sombra não serias sol nem pensarias em mim.

14
E [ ... ] porque aceito minha depravação e faço a minha queixa sem piedade
E de todos tenho piedade menos de mim – e não há salvação para minha piedade

15
Sou digno como o animal nobre que morre em silêncio e sem lágrimas
E não tem limbo ou purgatório, céu ou inferno para a sua alma.

16
Mas sou impuro como a terra que recebe a consumação da carne
E astuto como o fogo e plástico como a água.

17
Meu são Francisco, ouve o meu voto e compreende o meu vazio
E me aquece do frio, e me protege do sonho sombrio.

18
Tu és a Palavra – a palavra inexistente – a poesia
Que eu busco sem tréguas, que busco de noite e que busco de dia.

19
Não creio em Deus mas creio em ti – Deus é minha melancolia
Tu és minha poesia – ou quando não seja o amor que ela se deseja

20
Tenho o lar e tenho o mar, e nada tenho
Tenho a emoção – tenho-a? – nem pranto mais blues.

21
Na verdade muitas coisas eu tenho, e muita razão de ser feliz
Se não existisses talvez – mas exististe, São Francisco de Assis!

22
És a infância não vivida, és a mocidade não merecida
És tudo de justo feito injusto pela catástrofe da vida.

23
Ninguém o sabe senão tu – nem mesmo eu sei! nesse momento
Meu pensamento é tédio mas amanhã pode ser contentamento.

24
Porque há em mim uma fonte pura de mal que me embriaga
De bem, mas que subitamente me estanca o que me falta.

25
É a mulher, essa que me suporta e que me acaricia
E a quem acaricio, e a quem eu rio e que se ri.

26
Não fosse ela, e eu estaria como Jó te mentindo,
Porque o poeta é a semente da mentira se, no desespero, só.

27
Dou-te meu voto além da mulher! é a criança que te fala
Quando subitamente se conheceu menino no grande silêncio de uma sala.

28
Quando brincando com o próprio sexo o surpreendeu sensível
E o viu inteligente e emocionado e não compreendeu.

29
E que criou sozinho a primeira forma nua para o prazer contemplativo E que se deu a ela desvairado do mistério de se saber vivo.

30
E que a transportou na memória em amor e que foi traído
Pelo toque de outra mão menos pura e mais desmerecida.

31
E que foi seviciado antes do sêmen pela desventura
Feito mulher, e a perdoou, e a amou, e a fez sua criatura.

32
E que foi iniciado nos prazeres da carne como o inocente aprendiz
A quem a mulher diz – Faz! e ele faz, tal como eu fiz.

33
Antes do sêmen! e não morri – e bela fiz minha criatura
Eis por que não há salvação e eu amo a minha degradação e impostura.

34
Porque eu sou o sedutor, se seduzido, e o erótico, se seviciado
E o amante, se querido, e o perdido, se privilegiado.

35
Porque fazemos um – eu e a mulher – e não há dois arrependimentos
Para um só corpo – nem duas salvações para um só sentimento.

36
E se alguém não vem comigo eu não quero ir, porque não sou sozinho
E se eu fosse sozinho não estava nesse momento clamando de ti

37
Meu são Francisco de Assis! ouve tu ao menos a minha inefável miséria
Sem perdão e sem consolação e sem fim nos caminhos da Terra.

38
Ouve o apelo mais íntimo, o que não está nas minhas palavras
E que está no meu ser infeliz e no ser infeliz que eu crio à minha passagem.

39
O santo, o herói e o poeta – três penitências do mundo
Tu, santo, herói e poeta – uma penitência em mim.

40
Nunca te verei no céu, nem nunca me verás no inferno
Mas hei de te escutar no estio, e tu me escutarás no inverno.

41
Não me verás no céu porque não há paixão para a serenidade
Nem no inferno porque não há castigo para a fatalidade.

42
Mas eu te escutarei aqui na Terra, entre as grandes árvores
A cabeça no seio da amiga, e a quem eu falo como ao pássaro.

43
Um dia deixarei a cidade da minha angústia e sua torre
E irei a Assis entre colinas me abandonar à tua saudade.

44
E dá-me nesse dia de chorar todas as lágrimas contidas
E de me perder em mim o pranto e de me ajoelhar no teu sepulcro.

45
Ó grande santo louco, meu irmão, taumaturgo em minha alma
Taumaturgo – palavra que contém silêncio e que me acalma!

46
Just now I have been in a [ ... ] party in the Magdalen’s cloister
And there was an Armenian [ ... ] all the others.

47
Good inocent peopte [ ... ] some liquor in their rooms
But was a bloody phantom between them, so help me God!

48
Eu sou o conhecimento perfeito das coisas e dos homens
Linchai-me! eu sei todos os segredos, e eu me abandono.

49
Nunca criatura criada foi tão pagã como eu, so help me God!
Arrastando meu ser à execração e à contemplação quieta da morte.

50
Em vão te direi – ou não? – porque não vens beber meu vinho
Na minha mesa, e poderíamos falar com mais carinho.

51
São Francisco de Assis! meu irmão, meu único inimigo
No céu, eu te maldigo, eu te bendigo. Eu me persigno!

52
Tive uma jetatura: a mulher; uma aventura: a poesia
Uma desventura: a delicadeza. Sou delicado, não peço, mendigo!

53
Mendigo: mendigo o pão de meus pais, o amor de meus amigos
Mas só a mulher me persegue e só à mulher eu persigo.

54
Santo! tenho gana de te dizer: foge de mim! evita o meu contato escuro
Porque eu sou puro na maldade e puro na sinceridade e impuro.

55
Quatro livros escrevi – e sou tão moço! e nada compreendo de mim
Senão que sou cruel com a mulher, e que minha angústia não tem fim.

56
Fui buscado, também. Buscou-me a sociedade, o anfitrião
E eu fui mendigo em meu salão e me desprezei e disse não.

57
E me mandaram a Oxford, e eu disse não, e vi jovens viscondes
Que temeram meu pudor, e eu disse não, e me persigno!

58
Tudo é magia! Lembras-te? o silêncio fantástico das noites
E a alma bêbada de emoção? e nenhum pouso.

59
Ah, que a vida não tem solução. Muitos o disseram em vão
E o direi em vão, e morrerei, e os que me virem, sorrirão.

                                                                Vinicius de Moraes

Março 17, 2006

Dor

Arquivado em: Emoções — Nino @ 11:20 am

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.”

 William Shakespeare (Muito barulho por nada).

 

Março 15, 2006

Viver?

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 2:08 am

 Muitas opções que fazemos nesta louca tentativa de permanecer, mesmo sem o prazer que conhecemos em outra época muitas vezes me parece extremamente contraditória, e é muitas vezes uma escolha difícil, a angústia que perpassa seu coração que numa crise depressiva grave é imensa, embora sabendo que muitas vezes soa tudo repetitivo, a intensidade dessas crises são diferentes e a duração é sempre longa por menor que seja, mas neste momento eu estava diante da mais difícil crise que eu havia passado, tinha emagrecido mais de 10 quilos, e permanecia assim, eu não tinha nenhum momento de sossego, embora as manhãs, ou o que o meu relógio biológico determinasse que fosse manhã fosse insuportável, todo o dia estava contaminado por uma sensação de

angústia, que não cabe em palavras, a esperança em qualquer chance de recuperação ia paulatinamente embora, eu olhava e só via o vazio, imenso, uma dor intensa, uma vontade de não mais existir. Eu vinha mantendo a dose de benzodiazepínicos, sem aumentar nada ou acrescentar qualquer medicação.

Eu já estava muito assustado por tudo que vinha passando, nada mais me importava, qualquer coisa de novo era mais assustadora para mim…não pense que algo não pode ficar pior, pode e fica.

O suicídio era uma possibilidade cada vez mais concreta.

E aí entram vários fatores que  determinam a não concretização do mesmo, você esta exausto para tudo, até mesmo para um ato desta natureza, já se sente um zumbi (um morto – vivo), há pessoas que te amam, e você vai explodir o mundo delas. E também sua formação religiosa.

E há um texto de que gosto muito a propósito: “Ser ou não ser”, uma fração de Hamlet carregada de sabedoria …(que pode ser encontrado abaixo).

Março 14, 2006

Normalidade

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 2:02 am

 

Depois de algum tempo vivendo durante tempestades, algumas leves e outras tormentas de maior impacto, esse conceito desaparece. Tudo o que se quer é acordar, olhar o mundo de uma maneira menos enevoada, tentando caminhar com alguma claridade sem uma tristeza permanente acompanhando todos os nossos passos, gasta-se muito com isso, energia, dinheiro, vida que se perde, e quando você pensa que está livre,nada.

Haverá sempre uma névoa sobre os seus olhos, de alguma

maneira tudo está contaminado pelo seu humor, as horas de pura claridade serão a exceção na sua vida.

E aí você filosofa, onde está , e o que é normal?

O que é afinal uma doença tão estranha que mexe desta maneira com suas emoções, provoca alterações neuroquímicas no seu cérebro, é influenciada geneticamente, e pelo ambiente em que você vive.

Diferente de todas as patologias que você conhece , ela influencia o seu eu, ou seja o seu ser; por maior que seja o convívio com a depressão, as armas que você adquire neste convívio nada amigável nunca serão suficientes.

Não há uma maneira de entende-la, e como às vezes precisamos disto. O cérebro vem sendo cada vez mais estudado no alvorecer deste século, resta saber se nos trará respostas ou mais perguntas.

 

“De perto ninguém é normal.”

(Caetano Veloso)

Março 13, 2006

Tentando escapar

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 2:12 am

   Numa busca por qualquer tipo de melhora, apesar de todo meu ceticismo, você busca outras formas de terapêuticas alternativas.

E em muitas pessoas isto acaba funcionando, nem que seja temporariamente, o efeito placebo de determinados medicamentos alternativos pode ser duradouro, porém acaba. Não consegui nenhum benefício com este tipo de terapêutica, talvez minha forte formação baseada em evidências, tenha dificultado qualquer resposta. Conversava com meu médico frequentemente, porém não me sentia nada estimulado a aumentar a medicação ou usar outros antidepressivos. Comecei terapia analítica, com uma excelente profissional, mas saía de lá com minha ansiedade potencializada, não há como mexer no passado, nesta loucura de sentimentos.

Compulsivamente comecei a ler tudo sobre o assunto, gravava poucas coisas, e certamente não possuía discernimento para selecionar qualquer coisa, e cada vez mais ia piorando minha situação. Armadilhas que a mente tece com tanto capricho não são desfeitas com facilidade.

Eu ia caminhando para navegar sobre um mar em fúria…

                

Março 12, 2006

Rituais

Arquivado em: Emoções — Nino @ 3:08 pm

Hoje, assim que me abandonares
Estarei no teu encalço,
Não vais sair assim de cima de mim.
Me sufoca por quinze anos

Muda minha vida,
E pensas que irás embora desta forma
Como ficarei, sem as tardes sombrias
E as manhãs aterradoras ?

Como vou poder abrir as cortinas,
e deixar a luz penetrar
Meus olhos não suportarão,
Acho que isso é puro artifício

Se for verdade, não sei o que fazer
Não, não vou atrás de você,
Com certeza as lágrimas escorrerão
pela minha face.
E eu não sentirei saudades.

Março 11, 2006

Uma armadilha comum

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 2:57 am

 Embora pareça uma contradição o desenvolvimento de fobias a antidepressivos não é tão incomum, mesmo que haja um ganho real na qualidade de vida, que não era o que acontecia comigo, nas doses habituais. Os efeitos colaterais não são agradáveis, embora tenham diminuído bastante com as últimas gerações de antidepressivos. A náusea talvez seja um dos mais comuns, se você já não come, isto acaba reforçando negativamente o medicamento, uma vez que ele precisa de tempo para agir, cerca de 3 semanas na maioria das vezes, e às vezes os efeitos colaterais são bastante incômodos.

Além de cefaléias freqüentes, diminuição da libido, e às vezes uma sensação desagradável de  mudança nem sempre positivas em relação às suas emoções, mas o mais perturbador é que ele acabava potencializando a ansiedade que eu já sentia, tornando insuportável a manutenção da medicação, eu parava muitas vezes sem completar uma semana tamanho os efeitos desagradáveis que sentia, hoje quando olho para trás percebo nitidamente uma armadilha da própria doença na minha fobia a medicamentos, e tudo isto contribuiu para que o tempo de sofrimento fosse maior, quando estamos no olho do furacão não dominamos praticamente nada.

Romper com a fobia aos medicamentos foi um processo lento, mas fundamental na minha recuperação, mas ainda ia demorar algum tempo.

Março 10, 2006

Quando acontece

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 2:57 am

Durante algum tempo as recaídas foram previsíveis, guardam um certo padrão, não era o caso quando aconteceu em Novembro de 93, foi inesperada, dolorosa, não respondi ao aumento da droga, neste momento fiz uso de tríciclicos que relatei anteriormente, e apresentava mini episódios de pânico quase diários . O pavor nunca é pequeno, a sensação continua desagradável mesmo com essa denominação, para mim era certa a relação entre estes mini episódios e os tríciclicos, fato que comprovamos quando ele foi suspenso um mês depois, e se não obtive uma melhora no humor em si, os episódios se espaçaram, e trouxeram um certo alívio. A depressão tem destas coisas, você não responde a uma droga hoje, e algum tempo depois sabe-se lá por que você começa a responder. Só que nesta altura dos acontecimentos eu resolvi não usar mais antidepressivos, não aumentar benzodiazepínicos, que a vida tomasse o seu rumo, a fobia se espalhava para todo lugar, envolvia alimentos, e agora envolvia medicamentos. Comecei a estabelecer rituais para tudo, incorporando um comportamento compulsivo que não existia inicialmente. Até então eu sempre visitava meus pais, tentei conversar com a minha mãe a respeito e a reação dela foi a pior possível, afinal tinha vivido a mesma coisa com meu pai, mas eu não conseguia mais viajar, para falar a verdade tudo era insuportável para mim, qualquer ato por menor que fosse envolvia um gasto de energia extremo. Já havia deixado de ler, parei de ver filmes, que eram coisas de que gostava, enfim, meu raio de ação se estreitava cada vez mais, e lá ia eu mergulhando em direção ao fundo do poço. Tentei convencer meu médico que eu era um sério candidato para ECT ( EletroconvulsivoTerapia), ele foi derrubando meus argumentos com extrema facilidade. E eu não aceitava mais medicamentos, a fobia era intensa.

Março 9, 2006

Uma palavra sobre minha companheira

Arquivado em: Emoções — Nino @ 1:06 am

De novo eu aqui, falando de pessoas importantes para mim, será que interessa a alguém?
Bem a mim , com toda certeza.
Há um remédio para a depressão, que não se encontra em frascos, envelopes.
Embora pareça piegas, este remédio é o amor. Sem minha companheira acredito que dificilmente estaria vivo, ela nunca hesitou nem por um momento em que posição tomar e ficou ao meu lado no período mais tenebroso desta história, suportou o insuportável, jogou tudo para o alto para que eu me mantivesse vivo, esta é a verdade.
E em um determinado momento quase levei ela junto comigo. Eu não me canso de repetir a depressão é uma doença devastadora, os medicamentos são importantes, o amor ,os amigos, fundamentais.
Tenho muitas lembranças que me emocionam profundamente.
Não saberia falar de uma em particular.
E estou falando de uma pessoa que amo profundamente, e tudo nela continua sendo muito especial.

Março 8, 2006

Dupla inseparável

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 12:55 am

 

A dor de aceitar, e permanecer vivo durante grandes episódios de depressãoe/ou ansiedade é imensa, a ansiedade é extremamente perigosa, ela te mata por que é literalmente insuportável, você acaba se sedando, e logo depois vem a depressão intensa, pelo menos comigo foi assim uma dupla inseparável: crises de pânico e posteriormente depressão, que te paralisa, te joga em algum lugar parecido com o inferno, mas você não tem forças para nada, não come, não consegue engolir, o embotamento mental é surpreendente, você tenta ler algo e não compreende, lê de novo e nada.

O desejo de não existir, porque nada você já é, só que você não tem forças, dorme um sono patológico, a sensação de ressaca não te deixa, a escuridão e a solidão são suas companheiras.

Tudo isso para dizer que quando senti a ansiedade controlada, meu alívio foi imenso, há meses eu não sabia o que era isto, e a equação lógica para mim é que controlando uma

(a ansiedade) controlávamos a outra.

E de fato assim foi a vida retornou seu ritmo quase normal, a não ser pelos comprimidos que usava diariamente, o que absolutamente não me incomodava, houve uma certa sonolência no início, mas que passou rápido.

Voltei para meu trabalho, ia levando a vida normalmente, quando em novembro de 93, comecei a sentir alguns escapes de ansiedade, coisa pequena, uma sensação desagradável aqui, outra ali, eu já nem pensava muito nisto, e aí mora o perigo.

Eu estava em uso de uma medicação diária, com uma resposta que eu qualificaria de excelente, e novamente o mundo desabou…

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.