Falso brilhante

Fevereiro 27, 2006

Enfim é carnaval

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 11:27 pm
Carnaval

Fevereiro 26, 2006

Uma palavra sobre meu médico

Arquivado em: Emoções — Nino @ 12:51 am

Durante todos estes anos tive em meu médico um parceiro, muito mais que isso um irmão. É extremamente díficil falar de quem admiramos como ser humano, profissional e uma inteligência privilegiada, que nunca dormiu sobre os louros, que se diverte estudando, acho que toca um pouco de violão também. Convivemos durante os anos de faculdade durante 6 anos, fazíamos partes do mesmo grupo. Mas nunca o convívio foi tão intenso como nesses 12 anos, muito antes que saísse qualquer menção em artigos médicos de que alguns pacientes poderiam responder a doses baixas dos antidepressivos mais modernos, ele intuiu de que poderia ser assim comigo, e, principalmente nunca desistiu de mim, apesar de tempo ser algo díficil, uma vez que no Rio de Janeiro é seguramente o melhor médico na área de NeuroPsiquiatria.
Eu procurei um outro médico neste meio tempo, que aliás na área de Psiquiatria tinha um conceito muito bom, o desespero às vezes leva a gente a tantas bobagens. Se eu fosse classificá-lo diria apenas que era incapaz de lidar com seres humanos acometidos de doenças comportamentais, àquele tipo de pessoa que chega aonde chegou por ligações sociais que tornam este país injusto. Comentei com o meu médico a respeito, ele apenas riu um bocado. E continuamos em frente, sei que a sua sensibilidade, paciência fizeram com que esta jornada fosse um pouco menos dolorosa, e suportável.

Longa jornada noite adentro

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 12:00 am

Quando me lembro dos sentimentos fóbicos que desenvolvi no auge da minha ansiedade, sei que é uma pálida lembrança o sentimento que tenho hoje, houve um momento que uma das coisas que mais me incomodava era a iluminação dos ambientes fechados, eu entrava no banco e de um ambiente para o outro a iluminação mudava, aquilo era o suficiente para disparar uma ansiedade, inicialmente moderada, que foi se tornando extrema. Eu só me sentia bem na minha casa, fechava as janelas , as cortinas em busca da escuridão que também ia se abatendo sobre minha alma, a manhã era uma parte do dia terrível, as incapacidades aumentavam consideravelmente.
A agorafobia, sempre foi uma parte importante do meu quadro, faz parte daquele tipo de sentimento que se instala ao pouco, que vai limitando a sua área de circulação, e como na árvore, que de repente se vê totalmente parasitada, quando você percebe você só consegue andar em círculos muitos pequenos, torna-se dependente, irremediavelmente triste, como se toda a tristeza do mundo se abatesse sobre você.
A dor que mais me afligia era a certeza de estar levando minha querida companheira em uma longa jornada noite adentro, sem tempo para acabar, com a sensação de que era uma jornada sem fim…jamais em qualquer daqueles dias imaginei que um dia poderia escrever sobre o que se passou como faço agora.

Fevereiro 24, 2006

Fobias

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 10:11 pm

Foram tempos longos demais, não dá para medir como habitualmente fazemos, qualquer tempo de sofrimento dura mais que a felicidade. Quando a primeira droga não surtiu o efeito esperado, os similares foram buscados, ou eu já estava no nível de ansiedade extrema em que bastava qualquer coisa, como um novo medicamento, eu desenvolvia outros sintomas, com 3 dias de medicação eu estava em um nível de ansiedade insuportável, e acabava por interrompe-la, pouco a pouco ia se instalando como em todos os níveis de minha vida, uma fobia a medicamentos. Como meu pai teve uma ótima resposta a agentes triciclicos, foi iniciado em dezembro daquele ano um agente tríciclico, passei um mês tendo pequenos episódios de pânico, que eram insuportáveis, mas como meu médico disse era importante irmos excluindo as classes de medicamentos existentes, e estes não eram para mim, com o tempo descobriríamos como eu era atípico quando se tratava de medicamentos.

Fevereiro 22, 2006

Doenças mentais e incapacitação

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 11:04 pm


Fonte: Medscape-OMS

Como ignorar?

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 10:57 pm

Fonte: Medscape

Genética

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 1:53 am

Gene da depressão
Um estudo baseado em imagens de ressonância magnética sugere a existência de um gene capaz de elevar o risco de desenvolvimento de ansiedade e depressão. Ele enfraquece o circuito de processamento de emoções negativas, revela o trabalho publicado na Nature Neuroscience. Uma versão menor do gene relacionado ao transporte de serotonina no cérebro parece ser a causa da depressão em alguns indivíduos.

Droga corporativa

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 1:49 am

Os americanos usam o remédio para agüentar a carga de trabalho nos escritórios
O Adderall, um medicamento para tratar déficit de atenção e hiperatividade, é a nova droga preferida pela turma dos jovens executivos americanos. O remédio é a mistura de D-anfetamina e Meta-anfetamina (também conhecida como Ice). “As duas substâncias têm um histórico triste”, afirma Elisaldo Carlini, diretor do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas da Unifesp e membro titular do International Narcotrics Control Board da ONU. “As famosas bolinhas de D-anfetamina já causaram muitos problemas no passado e a Ice virou mania entre os jovens recentemente”, conta. Para ele, juntar as duas em um único comprimido beira a irresponsabilidade. Muitos países, como o Canadá, já desautorizaram a venda do medicamento e outros, como o Brasil, nem chegaram a vendê-lo. Nos Estados Unidos, no entanto, o problema toma proporções preocupantes.
Acredita-se que o problema americano começou com o excesso de diagnósticos de déficit de atenção nos pequenos. Dessa forma, as anfetaminas acabaram se tornando um remédio muito comum e com perfil de drogas para criança, favorecendo o abuso.
A droga é controlada, com exigência de receita médica, mas os executivos não têm tido dificuldade em burlar o sistema. A FDA, que regula a venda de remédios nos EUA, e a ONU estão em alerta porque as anfetaminas não são inofensivas. Longe disso. Elas podem causar dependência, aumentam o risco de parada cardíaca, de crise hipertensiva e de hemorragia cerebral – exatamente como a cocaína. Um dos grandes problemas das anfetaminas é que o corpo vai, com o tempo de uso, aumentando sua tolerância à substância e isso faz com que a pessoa precise de quantidade cada vez maior da droga para que surta o efeito desejado, gerando o mesmo ciclo vicioso que sua concorrente branca.
O Adderall causa dependência e eleva o risco de parada cardíaca. Exatamente como a cocaína
O Adderall é apenas a nova marca de um vício cada vez mais freqüente nos países desenvolvidos. Foi-se o tempo em que os engravatados de Wall Street precisavam ir escondidos até o banheiro para cheirar cocaína e, com seu vício atendido, manter o pique no trabalho frenético. Hoje o movimento é bem mais simples. Sem sair da mesa e sem enfrentar a conotação pesada de estar portando algo ilegal, os jovens executivos americanos têm trocado a cocaína por cápsulas de anfetamina. Tomam no meio de uma reunião ou tranqüilamente na frente de desconhecidos sem serem questionados. Além desse “conforto”, muitos acreditam que usar um remédio em vez de uma droga é menos nocivo para o corpo.
Desde que foram sintetizadas e indicadas para o tratamento de alguns distúrbios, as anfetaminas vêm sendo usadas também como estimulante. Mas seu uso era restrito a jovens em fase de experimentação e baladeiros. O aumento desse abuso e a mudança do perfil do usuário é que têm tirado o sono das autoridades americanas. “Essas drogas dão uma euforia, a pessoa fica loquaz, desinibida e os adultos gostam disso”, conta Carlini. Ele garante: “Trocar cocaína por anfetamina é mudar de seis para meia dúzia”.

Fonte: Época

Amenidades

Arquivado em: Uncategorized — Nino @ 1:43 am
ANIMAL! 
Você sabe quanto vive uma libélula? Nós também não sabíamos até encontrar esta lista 

Abelha - 30 dias

Libélula- 1 dia

Aranha-de-chão - 2 a 3 anos 

Marmota - 4 a 9 anos 

Borboleta (verão) - 4 a 6 semanas 

Minhoca - 4 a 8 anos 

Borboleta (inverno) - 7 a 8 meses 

Morcego - 17 anos 

Camundongo - 2 anos 

Ornitorrinco - 10 a 15 anos 

Canguru - 4 a 6 anos 

Ostra - 6 anos 

Cascavel - 20 a 25 anos 

Ovelha - 12 anos 

Cavalo - 20 a 25 anos 

Pato - 10 anos 

Chihuahua - 16 anos 

Peixe-boi - 60 anos 

Cobra garter - 8 anos 

Porco - 10 anos 

Coelho - 6 a 8 anos 

Preá (doméstico) - 12 anos 

Coiote - 14 anos 

Preá (selvagem) - 3 anos 

Crocodilo - 75 anos 

Cervo - 10 a 15 anos 

Elefante - 50 a 60 anos 

Rena - 5 a 8 anos 

Elefante (zôo) - 15 a 20 anos 

Sapo-boi - 7 a 9 anos 

Esquilo - 8 a 9 anos 

Tarântula (fêmea) - 25 a 30 anos 

Esturjão - 80 anos 

Tarântula (macho) - 5 a 7 anos 

Formiga - 5 a 7 anos 

Tartaruga-gigante - 150 anos 

Gato - 11 anos 

Urso-polar - 25 a 30 anos 

Hipopótamo - 30 anos 

Vaca (confinada) - 5 a 7 anos 

Jacaré - 35 a 50 anos 

Vaca (solta) - 18 a 22 anos 

Fonte: Uncle John´s Slightly Irregular Bathrrom Reader, by Bathroom Readers´ Institute 

Fonte: Época 403 ( Primeiro Contato)

Uma repetição necessária

Arquivado em: Comportamento — Nino @ 12:58 am

A depressão é uma patologia sorrateira, é difícil identificar quando ela começou a fazer parte da sua vida, e esta será sempre uma observação futura; como erva daninha ela começa aos poucos a abraçar a árvore frondosa, que nada percebe, que quando ela dá por sí toda seiva lhe foi sugada. Uma assassina sem dó, nem piedade, usando os piores instrumentos de tortura. Uma doença aterrorizante que não cabe em palavras, sons e imagens, ela destrói os relacionamentos através da suspeita, da baixa auto-estima, da incapacidade de aproveitar a vida, de conversar, caminhar, nada acontece normalmente, seu raciocínio é lento, lerdo, a exaustão é imensa. Os medos imensos, terrores noturnos, diurnos, não há nada de bom que se possa dizer da depressão, é o vazio infinito, um deserto imenso, talvez o lugar mais próximo do inferno. Você é jogado ao chão, sente-se velho, não acredita em qualquer possibilidade de vida, sua libido desaparece, não há encanto em Mozart, nem em um livro de Dickens…é a não vida, morto-vivo, zumbi transitando entre os seres humanos. Na verdade haverá sempre alguém para lhe dizer que sabe o que você está passando, porque perdeu alguém, está desempregado, essas experiências trazem sentimentos juntos. A depressão é oca, neutra, insuportável. Nossa sociedade não está preparada para lidar com a tristeza. Você ao mesmo tempo está assustado e torna-se assustador.

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